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Conheça os compositores do Festival da Canção 2019 (Segunda Semifinal)

Depois de um ano especial, que representou a primeira ocasião em que Portugal acolheu o Festival Eurovisão da Canção, e que por isso gerou um alinhamento alargado de concorrentes, a edição de 2019 do Festival da Canção retoma o modelo de 2017 e contará com 16 canções a concurso. 14 resultam de convites diretos da RTP, uma vez mais tendo em conta a representação da diversidade de géneros musicais que tem sido aplicada desde que foi posta em prática uma remodelação do formato após um ano de pausa verificado em 2016. Os dois restantes concorrentes chegaram de dois concursos promovidos pela Antena 1, um deles (Mariana Bragada) através do programa “Masterclass” e aberto a quem não tenha até aqui música editada, o outro (Filipe Keil) através de um concurso de livre submissão pública.

Segunda feira serão revelados os intérpretes das canções. Para já ficamos aqui a conhecer os compositores do Festival da Canção 2019. Estes são os que vamos encontrar na segunda semifinal, que terá lugar a 23 de fevereiro.

André Tentúgal

Nasceu no Porto em 1982 e começou cedo a demonstrar uma paixão pela possibilidade que as imagens têm para nos contar histórias e de perpetuar momentos passados. Envolvido num espírito de rebeldia iniciou uma carreira musical associada ao movimento punk e descobriu assim o universo dos músicos. Tinha 17 quando trabalhou nos seus primeiros videoclipes, iniciando uma obra junto de músicos relevantes no panorama nacional e a ter destaque em alguns festivais da especialidade, assim como a explorar também outros tipos de formato para televisão. A sua obra nesta área envolve já nomes como os de Ana Moura, Gisela João, X-Wife, Mind da Gap, Peixe:Avião, Mallu Magalhães, Rodrigo Amarante ou Manel Cruz. Paralelamente à sua carreira de realizador, André encontrou também o seu lugar enquanto músico. Criou os We Trust em 2011, projeto que nasceu com um single que se fez notar no universo da música alternativa: “Time (Better Not Stop)”. Foi firmando esta sua carreira ao continuar não só a criar canções que ganham destaque nas rádios nacionais, como também a produzir e escrever para outros interpretes, e compondo também para anúncios e outros tipos de trabalho audiovisual.

Frankie Chavez

Natural de Lisboa, Frankie Chavez conjuga diferentes sonoridades, um blues/folk composto por ambientes limpos e por outros mais crus e psicadélicos. Em 2010 lançou o seu primeiro EP. Nesse mesmo ano assinou, com Manuel Faria (Trovante), a banda sonora do documentário de Jorge Pelicano “Pare, Escute, Olhe”. O seu álbum de estreia “Family Tree” (2011) contou com a participação de Sérgio Nascimento e do baterista Kalú (Xutos & Pontapés). Em 2012 criou a banda sonora do documentário “The North Canyon Show” sobre o surf nas ondas gigantes da Nazaré. Em 2014 lançou em Portugal, Alemanha e Itália “Heart and Spine”, disco que incluiu “Don’t Leave Tonight” (dueto com Erica Buettner) e “Sweet Life”, este com airplay na Alemanha e Itália. Em 2017 editou “Double or Nothing”, um álbum que juntou músicos como João Correia, Donovan Bettencourt, Paulo Borges, Rui Maia, contando com produção de Benjamim (no tema “My Religion”), e de Fred Ferreira. O disco foi editado em Portugal, Alemanha, Holanda, Espanha e Itália. A 25 de Janeiro vai lançar, juntamente com o guitarrista Peixe (Ornatos Violeta, Pluto), o projeto instrumental Miramar. Esta é a sua estreia no Festival da Canção.

Mariana Bragada

Mariana Bragada nasceu em Bragança em 1997 com a necessidade de cantar, de ouvir e se expressar. As primeiras músicas originais surgiram aos 15 anos, assim que aprendeu a tocar guitarra. Mas canta desde que tem memória, tanto para passar o tempo como para vencer os medos. Mais tarde mudou-se para o Porto para estudar Design de Comunicação e ali foi acolhida por novos ritmos e influências. Não se esquecendo das raízes criou o seu primeiro EP para um projeto da faculdade: “A voz, A vós, Avós”, trabalho feito com uma loopstation, improvisação vocal e gravações dos avós. Atualmente, para além da guitarra, Mariana explora melodias usando apenas a voz, cosendo tapetes sonoros de sonhos e linguagens coletivas. Com o projeto MetaMónada, tocou em 2018 no TedxPorto, Festival Bons Sons, Um ao Molhe, SofarSounds Madrid, Porto e Coimbra, entre outros, e gravou para “A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria “ e para a Antena1, tendo participado no programa “Masterclass”. Tem também trabalho de sonoplastia feito para o teatro (com o Um Coletivo) e está a trabalhar no seu disco de estreia. Esta é a sua estreia no Festival da Canção.

Miguel Guedes

É autor, intérprete e vocalista dos Blind Zero, banda formada em 94 e que, um ano depois, lançou um primeiro EP (“Recognize”) que esgotou em apenas nove dias e é hoje uma peça de coleção na história da edição discográfica portuguesa. Os Blind Zero, que comemoram 25 anos de percurso em 2019, têm oito discos de originais, o último dos quais, “Often Trees”, foi editado em 2017. Nasceu na cidade do Porto e é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra. É colunista semanal de política no “Jornal de Notícias” e elemento do painel de comentadores do programa “Livre e Direto” na TVI24. É diretor da GDA (Gestão dos Direitos dos Artistas intérpretes e executantes), entidade encarregue da gestão, cobrança e distribuição de Direitos Conexos em Portugal. Entre 2007 e 2017, foi administrador delegado da PassMúsica. Fez parte do painel de comentadores do programa radiofónico “Grandes Adeptos”, na Antena 1, entre 2004 e 2018 e foi elemento do painel de comentadores do programa “Trio D`Ataque” na RTP3 entre 2010 e 2018. Em 2014, fez parte do grupo de jurados do programa “Factor X”.

NBC

NBC, de nome Timóteo Deus Santos, é natural de São Tomé e Príncipe e tem uma carreira de mais de 20 anos desenvolvida em Portugal. É um dos fundadores do hip hop português, mas desde sempre se deixou influenciar também pelas vibrações do groove, pela energia do funk, pela irreverência do rock ou pela profundidade da música soul e dos blues. É cantor e escritor de canções. Começou a sua carreira na década de 90 com o seu irmão BlackMastah. E dessa ligação nasceram os Filhos d’1 Deus Menor. Como NBC tem já uma discografia considerável que inclui os álbuns “Afro-Dísiaco” (2003), “Maturidade” (2008) e “Toda a Gente Pode Ser Tudo” (2017), este último eleito então pela Antena 3 como um dos discos do ano. A sua obra em disco inclui também um disco ao vivo gravado no IFP. Em duas décadas de carreira assinou ainda colaborações com nomes como New Max, Orelha Negra, Sam The Kid, Dealema,, Mundo Segundo, Bob da Rage Sense, Sir Scratch, Grognation, Time for T., Zimun, Dino d’Santiago, DJ Ride ou Gatupreto. Em 2017 participou num dos números musicais da Grande Final do Festival da Canção, recriando grandes clássicos da sua história. Este ano assina uma das canções concorrentes.

Pedro Pode

Filho dos oitentas, nasceu em Espinho e vive na Maia. Já foi MC de hip hop e até baterista de uma banda de metal, mas trocou o rap pelo canto e a bateria pela guitarra, e começou a compor canções. Ganhou notoriedade enquanto líder dos doismileoito, e depois reinventou-se como S. Pedro. O disco de apresentação como S. Pedro foi a sua resposta às muitas ideias soltas que se acumulavam no computador e no telemóvel e que tinham de ser concretizadas. Um conjunto de canções que foi escrevendo, guardando, deixando crescer. Estavam presas como pássaros numa gaiola ou balões numa rede. E precisavam de voar. S. Pedro libertou-as. Construiu um estúdio analógico, uma oficina de artesão. E foi gravando com tempo, em fita magnética, aperfeiçoando arranjos, acrescentando instrumentos, e convidando amigos para colaborarem: Tó Barbot (baixista de uma banda mítica de funk da Maia, malta do funk), André Aires (que já tinha tocado nos doismileoito, na bateria) e Júnior Amaral (que já trabalhou em discos de Roberto Carlos nas teclas). Assim nasceu a banda S. Pedro e o álbum “O Fim”. Pedro diz que foi a tocar viola e a escrever canções que se descobriu. Desde então, já teve a oportunidade de tocar em palcos desde Pequim até à ilha de S. Jorge, nos Açores. E sempre acompanhado de amigos. Esta é a sua estreia no Festival da Canção.

Rui Maia

É um músico, produtor e DJ portuense. Em 2002 fundou com João Vieira e Fernando Sousa a banda pós-punk X-Wife na qual toca sintetizadores. Colecionador e amante de música, começou a apresentar DJ sets em 2004 mantendo uma agenda regular com atuações por todo o país. Em 2009 surgiu o desafio de editar música em nome próprio. A estreia chegou com o EP “Cantonese Man” na editora Londrina Untracked Recordings. Pela mesma altura o projeto Mirror People com a ideia de cruzar influências do disco-sound dos anos 70 à atualidade da pista de dança. O álbum “Voyager” foi editado em 2015. Mais tarde foram lançados os EPs “Good Times” e “Is It All Over My Face”. Em nome próprio lançou depois, em 2016, “Fractured Music” LP, contando com nomes como James Murphy dos LCD Soundsystem. Como produtor trabalhou com os Holy Nothing, os Happy Mess e o projeto Espirito, de Toli César Machado dos GNR. Como músico colaborou já em discos de David Fonseca, Rodrigo Leão, Diogo Piçarra, Thunder & Co. e Lúcia Moniz. Encontra-se em estúdio a preparar novos temas de Mirror People a serem lançados em 2019. Esta é a sua estreia no Festival da Canção.

Surma

Surma é Débora Umbelino e vem de Leiria mas o que nos traz na música que faz vem de locais mais exóticos. Domina as teclas, os samplers, as cordas, trabalha com vozes e com loop stations em sonoridades que fogem do jazz para o post-rock, da electrónica para o noise e nos transportam para paragens mais ou menos incertas, em atmosferas desconhecidas… Notada cedo entre os mais atentos aos universos alternativos, Surma foi conquistando público um pouco por todo o lado. O single de estreia, “Maasai”, editado em 2016, indicava um caminho singular que o álbum “Antwerpen” (2017) veio a consolidar. “Hemma”, single e apresentação do álbum, foi nomeado para melhor canção nacional nos prémios da Sociedade Portuguesa de Autores em 2017. Surma tem 24 anos e, neste momento, é uma figura com destaque entre os valores da nova música portuguesa, com provas dadas dentro e fora de portas e recentemente anunciada entre a programação da edição de 2019 do festival Primavera Sound. Esta é a sua estreia no Festival da Canção.

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