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Aventuras e reportagens de Lefranc na era espacial

Texto: NUNO GALOPIM

Dois novos livros ligados a um dos heróis criados por Jacques Martin traduzem ecos deste 2019 em que se assinalam os 50 anos da chegada da Apollo 11 à Lua. Um deles é uma história da astronáutica. O outro uma aventura com tempero a espionagem, com uma base espacial pelo meio…

Das muitas personagens que Jacques Marin criou são várias as que ainda respiram o ar dos vivos. E com uma regularidade que apenas é possível com mais do que uma equipa a trabalhar em cada uma destas frentes… Alix soma e segue tanto na série clássica como na outra que o retrata mais velho, já como senador… E recentemente surgiu uma nova que o imagina na infância. Na verdade tirando a série “clássica” (cujo mais recente volume “Veni Vidi Vici” se revelou o mais interessante dos últimos anos), a colheita anda farta em quantidade mas pouco viçosa nas ideias… Jhen, o herói dos tempos medievais, ainda mexe, com novo álbum a cada um ou dois anos. Loïs, personagem nos tempos de Luís XIV, anda em pousio desde 2015. Já Lefranc, o repórter (ali nas imediações de um Tintin e um Ric Hochet, mais para o segundo do que para o primeiro), continua a motivar edições. E, de uma assentada, eis que em 2019 acabam de aterrar duas nos escaparates das novidades.

Uma delas é mais um volume da série paralela “Les Reportages de Leferanc” no qual se assinalou – com precisão de agenda – o momento da primeira missão tripulada à Lua. “La Conquete de L’Espace”, com textos de Pierre Emmanuel Paulis e desenhos de Régric, conta o era uma vez da história da astronáutica desde as visões de pioneiros da engenharia como Tsiolkovski, Korolev ou Von Braun, ao quotidiano da Estação Espacial Internacional. A aventura das missões tripuladas, sobretudo as do projeto Apollo, estão em evidência. Mas não falta, no fim, um olhar sobre a presença da ciência e dos astronautas europeus no espaço, assim como um questionar do que se segue. Há mais fotografias do que o habitual nestes volumes, mas os desenhos seguem a linha de rigor habitual. Dada a amplitude da cronologia aqui representada vemos apenas o que parece ser um jovem Lefranc numa prancha que recorda o lançamento de uma V2 algures nas Ardenas, em 1944…

O espaço habita também a alma do mais recente álbum de aventuras de Lefranc. Assinado pela dupla François Corteggiani (texto) e Christophe Alvès (desenho) “Lune Rouge” leva-nos para os primeiros tempos da aventura espacial, numa trama que começa por cruzar Lefranc com serviços secretos e um cientista e, logo depois, uma inesperada missão (com agentes americanos) até à Coreia do Norte, onde é descoberta uma base na qual se prepara, às escondidas, uma missão lunar. Tanto o argumento (ritmo e estilo) como as imagens seguem a norma clássica da série pelo que se garante uma continuidade. E, mesmo sem um rasgo maior, na verdade está aqui um dos mais empolgantes entre os mais recentes álbuns de aventuras de Lefranc. O melhor mesmo está na capa onde tanto se respiram ecos de citações a Blake & Mortimer (via Espadão) ou Tintin (nas sua visionária missão lunar).

“La Conquête de L’Espace”, de Pierre Emmanuel Paulis e Régric, é um livro de 64 páginas com capa dura, editado pela Casterman.

“Lune Rouge”, de François Corteggiani e Christophe Alvès, é um livro de 56 páginas com capa dura, editado pela Casterman.

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